Este disco foi presente de dois amigos que também gostam de vinil.
Primeiro, lá pelos idos de 2006, o Macaco baixou o disco e me arrumou. Na época ele pegou uma porrada de coisas do Black Lips, incluindo sons que tinham saído apenas em 7 polegadas. Depois de ouvir, conversamos sobre a banda. Lembro-me de comentarmos sobre a quebradeira de garrafas em determinados momentos do show. Sim, o negócio é garage da braba!
E recentemente veio o Igor e mandou a surpresa junto de outro LP que havíamos cambiado. Antes de ouvir, eu não estava associando o vinil às gravações que conhecia. Mas logo na abertura pude identificar o som. Eram aquelas gravações do Black Lips na WFMU, rádio onde tocaram ao vivo muitas bandas garage punk dos anos 90 e década passada. Algumas dessas apresentações viraram vinil, incluindo a aparição dos japas do Teengenerate.
BLACK LIPS Live @ WFMU vale a pena porque é um registro bruto de rock n’ roll, sem mais nem menos. Um registro da época em que a banda despontava. Sem dúvida que um dos discos de garage punk que desejei ter em vinil. Many thanks, Igones!
A capa é ao melhor estilo, xerocada.
Então começa o lado A: imagine os Rolling Stones no começo de carreira, porém mais bêbados e inconseqüentes. Sim, aqui é The Sonics na veia. A terceira faixa, por exemplo, é Cramps na melhor forma.
A faixa seguinte explica porque a banda se autodenominou “flower-punk”. Com o que podemos concordar, pois em diversos momentos do vinil a gente se lembra do 13th Floor Elevators, o combo garageiro piscodélico liderado por Roky Erickson. E assim o show continua, com a máquina moendo até o fim.
Black Lips são de Atlanta/Georgia. Atualmente eles estão com disco novo na praça (que ainda não escutei, mas o qual já me foi recomendado pelo amigo Maicon “Reverend Red Rooster”).
BLACK LIPS Live @ WFMU é composto de registros feitos em fevereiro de 2003, no programa “Music to Spazz”, comandado por um DJ chamado Dave Spazz. A edição em vinil é limitada a 500 cópias. É só o creme, pode acreditar…
É, faz tempo não pinta texto novo. Todo mundo sem inspiração. Ou todo mundo correndo. Por isso já vou adiantando que o texto de hoje, embora mereça mais linhas, será breve.
GUILHERME LAMOUNIER, alguém aí conhece?
Eu não conhecia até estar com o primeiro LP dele nas mãos. "Originalão", numa linda edição MONO! O disco ali, capa sanduíche padrão Odeon 1970, e eu vendo o preço na primeira casa das 3 unidades.
Mas estava sentindo algo pelo disco. Algo tão grande a ponto de instigar exclamações de minha companheira naquela jornada, ocorrida no sebo central de Goiânia:
- Vai pagar isso tudo neste disco?!
Eu pensei ½ segundo e disse que sim, que valia a pena na base da troca.
E ainda no Centro-Oeste fiz questão de tirar a prova.
É que na casa do meu irmão tem um Sony 4x1 dos melhores que saíram nos anos 90.Então veio a primeira faixa:
- Uai, um negócio orquestrado? Puuutz, mas que vozeirão!
Linda é o nome da faixa. E linda é a música. No fim já noto o clima groove.
Que venha a segunda: Roberto Carlos não era o único cantor de peso em 1970. Guilherme Lamounier também era.
Na faixa seguinte já virou festa. Uma maravilhosa linha de baixo, metais vêm em brasa, e o cara mandando ver. Adiante algo romântico, mas também de acento groove. Eu já estava embasbacado com o disco:
- Será que é tudo bom assim?!
Começa a quinta faixa e última do lado A: A casa onde ela mora. Vou dizer viu! Difícil alguém ficar parado com um petardo desses! No final Guilherme deslancha em inglês. Fechou: o lado A paga a metade do disco.
Disco virado e a primeira interrogação:
- Esta não é a música do Tim Maia?
Sim meu caro, é Cristina noutra interpretação, mas não deve nada!
Depois um desbunde, a música Febre, a única com orquestrações de (Dom) Salvador, papa dos arranjos em fins dos anos 60. Um "bluesaço", com direito a guitarra fritada e tudo! Bonito de ver.
A letra da faixa seguinte diz: Tenho que achar alguém pra secar as lágrimas que caem do meu coração. Eu não digo mais nada.
Um defeito desses discos da Odeon é não trazerem a relação dos músicos que tocaram. Mas a contracapa do LP de Guilherme traz uma recomendação de Carlos Imperial, figura essencial na Jovem Guarda. Ele começa e termina o texto assim:
Guilherme Lamounier nasceu da necessidade de renovação da nossa música. (...) Prometo que ele não vai usar roupas de lamê, não vai gravar música rimando “quero o teu amor” com “preciso do teu calor” e nunca levará sua mãe para ser homenageada na TV. Só isso já é um progresso.
Eu poderia falar mais deste disco, mas não vou fazê-lo. Vou deixar apenas uma informação que muito chama a atenção: Guilherme Lamounier tinha 19 anos quando o disco chegou às lojas. Vale quanto pesa.
Bem, dando continuidade aos textos sobre a obra do Cramps, hoje é a vez de LOOK MOM NO HEAD! Era o que faltava para fechar a coleção de LPs oficiais.
Consegui o danado no Japão. E aqui cabe um parênteses: os japoneses são muito caprichosos no envio de vinis. Já recebi alguns pacotes de lá e todos, sem exceção, eram soberbos. Discos vindos do Oriente costumam chegar no mesmo estado de quando embalados!
LOOK MOM é o primeiro álbum do Cramps sem Nick Knox, o cara que sempre bateu firme. É lindo vê-lo tocar.
E lógico, no disco a gente sente a sua ausência já na primeira faixa. Mas não estou dizendo que Jim Sclavunos, o primeiro de seus substitutos, não deu conta do recado. Só estou ressaltando que Nick Knox era Nick Knox, o baterista das cavernas.
Falando nele, por onde será que anda?
(neste exato momento tive que parar o texto e colocar o SONGS THE LORD; tinha que escutar o cara em ação hehe)
Bom, mas o assunto aqui é o LOOK MOM, então retomemos o rumo.
Consegui a edição lançada na Alemanha.
Disco de época é mais tesão.
Primeira prensagem é o que há.
Primeira impressão das músicas num vinil. Para alguns, um detalhe; para outros, um diferencial.
Estou com os últimos.
O disco abre com Dames, booze, chains and boots e segue a toada Cramps circa 1991. Até que chega Hardworkin’ man. Espere aí, que cheiro de Captain Beefheart!? Sim, craro, é só uma música dele.
E o tributo continua: Lux faz dueto com Iggy Pop na faixa seguinte, Miniskirt blues. Atenção, não confundir com Muleskinner Blues, presente no STAY SICK. Ambas são demais no original, respectivamente com The Flower Children e The Fenderman. Poucos fizeram arqueologia como Cramps.
(clique na imagem para ampliar)
Já começamos o lado B e ainda não ouvimos o single do disco. Pois é, o Cramps também trabalhava com o lance de single (7” ou 12”) e com um lado B especial. No caso de LOOK MOM o single é Eyeball In My Martini, um turbilhão em 45 rpm!
E no 12 polegadas, além da exclusiva Wilder wilder faster faster no lado B, a contracapa traz as datas e lugares da turnê de outubro 1991 pela Inglaterra. Demais!
Além da prensagem alemã, LOOK MOM NO HEAD! teve edição de época na Suíça (selo Phonag), na Áustria (selo Echo), na região escandinava (Reel Records) e na própria Inglaterra (Big Beat Records).
Em 2001 foi reeditado via Vengeance Records, vinil colorido.
Essa guloseima de informações sobre prensagens a gente encontra em sites como este que sugerimos adiante, de um crampsmaníaco colecionador alemão.
Começo de ano. Terceiro ano de vida deste blog. Motivo de alegria, principalmente pelo número de amigos que fizemos nesse tempo. Amigos fãs de música e de música em vinil. Fuckin thanks to all the friends!
E hoje trazemos o papo com um wild friend vizinho de continente. Leonardo Bianco, ou simplesmente Leito, do Uruguai. Yes, hoje a conversa é intercontinental. Uhulll !
Nunca estive com ele pessoalmente; foi Marcos Motosierra quem fez o meio-de-campo. Marcos me contou sobre o gosto de nosso entrevistado pela música em vinil. E que ele ajudara em reedições na Europa de bandas garageiras latinas. Caramba!
Leito fez a pesquisa sobre Los Robbins, banda de surf rock dos anos 60 de Honduras, que está saindo em 10" pela Electro Harmonix (subsidiária da Munster Records da Espanha, a mesma que reeditou Los Saicos). E também fez a compilação das músicas mais garageiras de Los Blue Caps, banda paraguaia, com gravações de 1965 a 1972, para Groovie Records de Portugal.
Saludos a Marcos Motosierra pela oportuna e generosa ajuda.
E vamos, agora, conhecer um pouco mais do cara que, como a gente, gosta de vinil mas não troca amigos por pedaços de plástico. Com vocês, Leonardo Bianco!
01. Você já roubou algum vinil?
Com certeza! E voltarei a rouba se tiver a chance novamente hehehe!!
02. Já escondeu encarte/pôster de um disco dentro de outro disco?
Uma vez troquei um disco em pior estado por um em melhor estado, o dono da loja bobeou e troquei os discos. Lembro de um “Electric” do The Cult, e foi no Brasil hehehehe!
O que eu fiz alguma vez foi botar um ou mais singles dentro de um disco. Sei que não é legal, eu comecei a coletar de garoto (14 anos). Imagina que eu não tinha tanta grana assim pra comprar discos, então dava um jeito. Então crianças não duvidem em fazer igual. São discos sem valor pra alguns, jogados no chão, antes de discutir o preço com o vendedor melhor roubar hehehe! Mentira, sejam honestos, trabalhem, poupem uma grana y vocês vão ter os discos que quiserem.
Não as drogas, sim aos discos hehehe!
03. Já trocou etiquetas de preços na loja/sebo pra levar mais discos gastando menos?
Isso ai todo mundo já fiz, com certeza!
04. Quantos discos você emprestou e nunca mais viu?
Não empresto discos, é como deixar a tua mulher com um amigo.
05. Qual pegou emprestado e não devolve mais?
Um EP uruguaio do Rolling Stones muito raro da música “Satisfaction”, com capa rara. Depois eu vendi e comprei um Big Muff.
06. Perde o amigo, mas não perde o vinil?
Jamais trocaria um amigo por um vinil, já fizeram isso comigo e não falei mais com essa pessoa. Tomara que esse ai leia esta entrevista pra saber que as pessoas valem mais do que um pedaço de plástico.
07. Você já roubou algum vinil?
Mais uma vez, sim, e voltarei a roubar, e se você perguntar de novo com certeza é porque você não me quer na sua casa hahahaha!
08. Já gastou a grana do supermercado num box importado?
Lógico que sim, no do supermercado especificamente hehe! Mais sim, sou fã do The Byrds e na hora em que saiu a caixa (5 singles Box set) “Cancelled flytes” editada pela Sundazed não consegui me resistir. Fiquei de tour sem grana pra comer pra comprar discos, isso acontecia muito quando era mais moleque.
09. Sua coleção causa inveja na sua esposa/namorada?
A coleção não, mais sim a minha dedicação pra ela.
10. Qual o disco considera impossível pra achar?
Umm... a lista dos que ainda me faltam é eterna, com grana daria pra solucionar esses problemas. Um que ainda não achei é o segundo single da banda uruguaia –argentina La Unión, banda na que tocam Kano (Los Bulldogs), Polo (Los Mockers) y Willy (Los Wlakers). Fuckin’ power trio do caralho!
E tenho ainda mais alguma peça rara, pra citar, como o single da banda hard-psych espanhola Cerebrum (Eagle Death/Read A Book – 1970), que é extremamente raro, com etiqueta preta de venda ao publico, o que o torna ainda mais raro porque pelo que eu sei o mais comum é o do promoção, etiqueta branca)
11. Você já roubou algum vinil?
O próximo em sofrer vai ser você hehehehe!
12. Pra quem vai deixar sua coleção depois que bater as botas?
Isso ai ainda não pensei direito, mais gostaria que fosse patrimônio da “minha família”.
13. E, "raios", vc conhece alguma colecionadorA de vinil???? parece que so tem macho no lance!!!
Uma vez na feria conheci uma garota que coletava discos dos Beach Boys e sabia aos montes, não lembro o nome, mais o que eu lembro que era feia hehehe! No Brasil conheci a Marcia, uma garota que fez um show do Motosierra em Curitba, coleccionadora de singles! Lembro que tinha um EP de Os Sambeatles que ainda não tenho e nunca mais voltei a ver!
claro que si, y lo volvere a hacer si se me presenta la oportunidad nuevamente, jejeje
02. Já escondeu encarte/poster de um disco dentro de outro disco?
una vez cambie un disco en peor estado por uno en mejor estado, aproveche que el disquero estaba en la luna y cambie los discos, recuerdo que era el Electric de THE CULT y fue en brasil, jejejeje
lo que hice un par de veces fue de poner uno o varios simples dentro de un disco, se que suena feo, yo empece de muy chico (14 años) a coleccionar, imaginate que no tenia tanto dinero para comprar discos entonces me las ingeniaba, asi que niños no duden en hacerlo son discos sin valor para algunos tirados en el piso, si discuten por el presio con el vendedor no duden en acerlo, jejeje. no lo hagan sean honestos, trabajen, ahorren y tendran los discos que quieran. NO A LAS DROGAS SI A LOS DISCOS! Jejeje
03. Já trocou etiquetas de preços na loja/sebo pra levar mais discos gastando menos?
y eso seguramente lo hizo todo el mundo
04. Quantos discos você emprestou e nunca mais viu ?
no presto long plays, es como prestarle a un amigo tu mujer.
05. Qual pegou emprestado e não devolve mais?
un ep uruguayo the rolling stones muy raro del tema satisfaccion con tapa rara, que despues vendi y me compre un Big Muff
06. Perde o amigo, mas não perde o vinil?
jamas cambiaria un amigo por un vinilo, a mi me lo han hecho y no tengo mas trato con esa persona, ojala lea esta entrevista para saber que las personas valen mas que un pedazo de plastico.
07. Você já roubou algum vinil?
vuelvo a repetir, si y lo volvere a hacer y si me lo preguntas de nuevo seguramente es por que no queres que valla a tu casa, jajajaja
08. Já gastou a grana do supermercado num box importado?
claro que si, no la del supermercado especificamente jeje, pero si, soy fanatico de THE BYRDS y cuando salio la caja (5 singles box set) "cancelled flytes" editado por Sundazed no me pude resistir, he quedado en giras sin comer por comprar discos, eso me pasaba a menudo cuando era mas chico.
09. Sua coleção causa inveja na sua esposa/namorada?
no mi coleccion, si no mi dedicacion por ella
10. Qual o disco considera impossível pra achar?
hu, de los que me faltan la lista es eterna, con plata solucionaria muchos de esos problemas, pero bueno uno que no puedo encontrar es el 2do simple de la banda uruguaya-argentina LA UNION banda en la que tocan Kano (los Bulldogs), Polo (los Mockers) y Willy (los Walkers), fucking power trio del carajo.
y tengo un par de piezas muy raras, por sitarte alguno tengo el single de la banda hard-psych española CEREBRUM (Eagle Death/Read A Book - 1970), que extremadamente raro (con etiqueta negra de venta al publico que lo hace mas raro, por que segun se el mas comun es el de promocion, etiqueta blanca)
11. Você já roubou algum vinil?
el proximo seras tu el damnificado!!! Jejeje
12. Pra quem vai deixar sua coleção depois que bater as botas?
eso lo tengo pensado a medias, pero me gustaria que fuera patrimonio de "mi familia"
13. E, "raios", você conhece alguma colecionadorA de vinil???? Parece que só tem macho no lance!!!
una vez en la feria conoci una chica que coleccionaba discos de los beach boys, y sabia a roletes, no me acuerdo de su nombre, pero me acuerdo que era fea! jejeje, en brasil conoci a marcia, una chica que organizo un show de Motosierra en Curitiba, coleccionaba simples!, me acuerdo que tenia un ep de OS SAMBEATLES que yo no tengo y nunca mas lo volvi a ver!!!
Ele era um otimo contador de histórias. Ateh o dia q começou a acreditar em si mesmo. Foi em abril? 78? Vai saber, qq dia. Interessante mesmo são as coincidência, pq n era nem eu q tava lá naquela noite. No brioco ninguém quer levar, n eh mesmo? To mundo quer ir pro céu mas ninguém quer morrer. É o q dizia o taxista, enquanto eu fazia uma pirotecnia corporal p achar o papelzinho com o endereço do hotel/espelunca no fundo do meu bolso. Tava escuro. Tava escuro pra carai.
Subi pelas escadas os 7 andares. Tinha plena fé em q fazendo assim poderia eliminar algumas toxinas do sangue ateh chegar lá em cima. Dar uma melhorada, sei lá... respirar melhor. Eu só pensava em guarda-roupa. A verdade era essa e estava ali pra todo mundo ver. Era um outdoor enorme, deste duplos, q as agência juntam pra escrever maior a promoção da vez. Compre. Compre. Compre.
Soh n ver quem n quer.
(release extraído na íntegra do cassete oficial da banda)
TUBAFUZZ – Brazil Explosion – 7” – 2010
[por Mauricio Mota]
A primeira vez q escutei este nome jah fui ficando contente. Duas coisas meio q incompatíveis, neh?. Uma Tuba. Um pedal Fuzz. Na hora parei tudo. Como assim uma tuba com efeito fuzz? Rola isso mesmo de fazer? Quem fez isso? Q nome envolvente. Dezenas de imagens começaram a girar na minha cuca. Era julho deste ano e estávamos (Pedrim malandrim, um amigo que tava morando no Rio de Janeiro, o Juliano, e eu) numa mesinha de buteco na Lapa. Foi entre uma selecionada rodada de pinga q surgiu este nome na conversa. TubaFuzz.
Ficou explicado q eram 4 músicos do Rio, q montaram de brincadeira um microfone numa tuba e o ligaram num pedal fuzz. Doidera. Juntaram a isso uma sessão ritimica com duas baterias e um Hammond tosco velho e q agora tocam o terror em cima de clássicos campeões de pista brasileiros! Mais doidera ainda!! Fazem versões explosivas e criativas em cima de Tim Maia, Jorge Bem, Mutantes, Tony e Som Colorido, Silvinha e bandas obscuras de fuzz dos idos de 60 virada pra setenta. Anotem isso: TubaFuzz eh instrumental. E eh coisa fina.
Quem se lembra do Sr. Cocconut, q pegou o Krafwerk e jogou no caribe? Genial e super bem feito, n eh mesmo? Easy Star All Stars q pegou PinkFloyd e pôs na Jamaica eh outro exemplo de serviço bem feito. Agora estes cariocas, de São Gonçalo, pegam o suprasumo dos grooves brasileiros e jogam uma garageira 60´s barulhenta em cima. Uma releitura musical, eh verdade. Nada de novo, mas, extremamente único. Um achado.
E alguém acabou achando. O compacto deles (!?!) foi lançado pela Sábado-Domingo Records, um selo de wordmusic espanhol q lança coisas bacanas (e estranhas) em vinil e cassetes de gente do planeta inteiro. Tem folk islandês, kraut-rock porto-riquenho, música para meditação e ateh relançamentos de bandas obscuras inglesas. Eh deste selo o sensacional disco de fulano de tal.Um folk-groove indecente q assustou ateh a ala mais “radical” da revista DownBeat. “Uma jóia ainda a ser descoberta” estampava o editorial de maio.
Voltando ao TubaFuzz.
Eu jah estava satisfeito com o nome e o lance da idéia da mistura sonora, mas daeh me vieram com o lance do trabalho deles ser voltado pro mercado externo, os shows fechados para agencias de publicidade (em particular a apresentação na festa do Banco Santos), os figurinos e tudo e tals e etc... Ouvindo sem piscar, eu prestava atenção nas histórias q soh ficavam melhores a cada gole. Boto fé q o climinha madrugada no largo da Lapa ajudava a moldar tudo favorável em torno do TubaFuzz.
Foi aeh q me disseram o nome do compacto. Brasil Explosion. Virei fan na hora.
Claro, pintou um cheiro de marketing na coisa toda, eh claro, mas vai n gostar de uma banda dessa hen? Imagina um japonês numa lojinha de discos em Osaka, num frio do cacete pegando este 7” numa banquinha de “wordmusic”. Lê o nome “TubaFuzz - Brasil Explosion” e nem precisa legenda e o sujeito jah quer montar a festa tropical. Eh universal demais. Os raiozinhos toscos e a foto fake da tuba (q na verdade eh um close do bocal de um candelabro – truque?) completam o pacote. Capa do ano.
Perguntei sobre as músicas e me disseram q o TubaFuzz agrada os gringos pq tem um produção profissional de gravação. Tudo analógico e mesas de gravação antigonas, restauradas para fazer a parada. Parece coisa antiga, os trimbres e tals...mas com a compressão atual. Muito grave e muito groove. “Uma batida pesada e energética do melhor hard-groove-psych-funky-rock feito no Brasil. Coisa voltada pra pista”, segundo eles mesmo dizem em seu myspace.
Gravam e divulgam na Europa, Japão. “For-Export”, saca? O q explica o quase anonimato deles aqui no Brasil. Uma grande pena, pois, diante da cena borocoxô q tah este rockinho brasileiro, seria legal ter bandas interessantes e criativas pra ver e curtir. História semelhante da banda curitibana Sandália Perdida, de HardCore extremo. Repito: uma pena.
Estamos em outubro e fazem 3 meses q busco adquirir o vinilzinho. Um pequeno destaque no site da gravadora diz “soon - new press”. Really, a primeira prensagem esgotou. Me responderam por email q fizeram somente 300 cópias, q estavam surpresos com a boa aceitação e pedidos. Vão fazer mais.
Desde então venho (n todo dia, ok?) procurando o 7” no Ebay, Discogs... mas nada. Vi uma única vez mas tava sem a capa e o preço me desanimou. Resta rezar pra aparecer outro, em leilão, com preço baixo iniciando e torcer pra ninguém ver. ....fé faz parte.
=> clique na imagem para baixar “It Thing Hard-On” (original do CRAMPS) em versão exclusiva e inédita por Damn Laser Vampires. => click on picture to download “It Thing Hard-On” (THE CRAMPS original song) in exclusive and unreleased version played by brazilian band Damn Laser Vampires.
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